Venezuela
Tentativa antecedeu decisão do presidente Trump de realizar operação militar
Joesley Batista também teria poços de petróleo na Venezuela | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O empresário goiano Joesley Batista, dono da JBS, teria atuado como um interlocutor informal em uma tentativa de convencer Nicolás Maduro a deixar o poder de forma pacífica meses antes da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. Segundo o jornal Washington Post, a missão ocorreu no fim de novembro de 2025, quando o bilionário viajou a Caracas para apresentar uma proposta de renúncia. O governo de Donald Trump teria levado as informações obtidas pelo empresário em consideração após as tentativas diplomáticas oficiais de negociação falharem.
A proposta levada por Batista incluía a renúncia de Maduro e a possibilidade de exílio em países como a Turquia. Além da saída do poder, o plano envolvia condições estratégicas para os Estados Unidos, como a exigência de acesso americano a minerais críticos e ao petróleo venezuelano. Outro ponto central da conversa teria sido a demanda pelo rompimento da Venezuela com Cuba, sua aliada histórica. O empresário teria aproveitado sua influência e interesses comerciais nos dois países para atuar como mediador, repetindo um papel que já havia desempenhado em negociações sobre tarifas comerciais dos EUA impostas ao Brasil.
Antes da participação de Joesley, o governo dos Estados Unidos tentou saídas negociadas por meio de enviados especiais e com o apoio eventual do Catar. Como Maduro rejeitou as propostas formais, empresários passaram a ocupar o espaço deixado pela diplomacia oficial. Batista, que possui trânsito em Washington e em Caracas, foi visto como uma alternativa para tentar destravar o impasse político que pressionava a Casa Branca por medidas mais duras contra o regime venezuelano.
O desfecho das tratativas, no entanto, foi negativo. Maduro e sua esposa reagiram mal aos termos oferecidos. Com o fim da possibilidade de uma transição negociada, o presidente Donald Trump concluiu que os recursos diplomáticos haviam se esgotado, decidindo pela operação militar que resultou na captura do líder venezuelano. Procurada por O Globo para comentar as revelações do jornal americano, a J&F, grupo que controla a JBS, informou que não faria declarações sobre o assunto.
Com informações de O Globo
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Fonte: Mais Goiás











