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Jasmine Mamiya notou um inchaço no local e acreditou, primeiramente, que era uma verruga
Mulher desenvolve ‘terceiro seio’ após dar à luz: entenda o que é a polimastia (Foto: Reprodução)
Depois de dar à luz, Jasmine Mamiya levou um susto: uma consultora de lactação revelou que a paciente havia desenvolvido um “terceiro seio”, com mamilo, num lugar “inesperado”.
A enfermeira relatou que gestantes podem desenvolver tecido mamário extra ao longo do que os médicos chamam de “linha do leite”, uma faixa invisível de tecido que percorre ambos os lados do corpo, das axilas à virilha.
A gravidez pode gerar uma onda de hormônios que atinge os receptores do tecido mamário para prepará-lo para a amamentação e, como o tecido extra é biologicamente idêntico ao tecido mamário normal, ele pode inchar ao mesmo tempo, às vezes formando nódulos com mamilos extras.
Jasmine afirma que primeiro notou um inchaço no local e acreditava que houvesse se desenvolvido ali uma “verruga”.
“Se vocês acham que eu vou enfiar minha bomba de tirar leite aqui e bombear leite da minha axila, vocês estão completamente enganados”, disse ela em um vídeo publicado em suas redes sociais.
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Entenda a condição
Polimastia ou mama acessória é o nome dado quando a mulher tem tecido mamário fora do lugar esperado, que se expande para a região das axilas, nascendo uma “terceira mama” na lateral do braço. Essa condição pode ocorrer nas duas axilas ou apenas em uma. Podendo ocorrer em até 5% da população. Muitas pessoas a confunde também com gordura na axila.
A polimastia é causada quando há uma falha na regressão do tecido mamário, revelando resquícios do desenvolvimento embrionário do corpo humano. Alguns fatores que não são a causa da polimastia podem ressaltar essa condição, como o ganho de peso e a produção de hormônios e prolactina em excesso.
Durante o desenvolvimento do feto, as glândulas mamárias se distribuem das axilas até perto da virilha. No entanto, elas atrofiam e sobram apenas os dois seios. Quando isso acontece de maneira incompleta, resulta na mama acessória.
A influenciadora Tata Estaniecki teve a condição em 2023 ao dar à luz ao seu segundo filho, Caio. Segundo ela, acreditou que era um pelo encravado, visto que a condição também apareceu na pós gestação de seu primeiro bebê, mas que durante uma consulta no obstetra descobriu a verdadeira razão da condição.
Sintomas
- Excesso de volume em uma ou nas duas extremidades das axilas, abdômen ou da região inguinal (próxima a virilha);
- Inchaço e dor na região, principalmente no período pré-menstrual;
- Pode ocorrer a saída de leite da mama acessória, durante ou depois da amamentação.
É importante procurar um médico no surgimento de qualquer dos sintomas para analisar a situação e dar um diagnóstico completo. Por conter glândulas mamárias, a mama acessória pode contrair câncer, apesar de ser uma ocorrência extremamente rara — acredita-se que só 0,3% dos casos se transformem em câncer.
Tratamento
A cirurgia é o método de tratamento mais eficaz. Considerada simples, ela dura de 40 a 90 minutos. O anestesista aplica a anestesia local com sedação ou a anestesia geral. Depois, o cirurgião plástico faz um pequeno corte para a retirada da mama axilar. A paciente pode ser liberada no mesmo dia, dependendo do pós-operatório e da cirurgia em si.
Fonte: Mais Goiás











