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Estudante abre mão de vaga em IA na UFG: ‘curso superestimado’

FUTURO

Estudante Artur Bernardes tem 19 anos e foi aprovado no curso de IA da UFG com pontuação de 846,72 no Enem

Estudante aprovado em IA na UFG abre mão da vaga: ‘curso superestimado’ (Foto cedida ao Mais Goiás)

Em 2025 o estudante Artur Bernardes, na época matriculado em Direito na Universidade Federal de Goiás (UFG), apostou com um amigo que seria capaz de melhorar em Matemática a ponto de ser aprovado no curso de Inteligência Artificial da UFG – que tem a segunda maior nota de corte no Sisu. Artur venceu a aposta, que envolvia um almoço, mas abriu mão da vaga (algo impensável para milhares de alunos que ficaram para trás).

O rapaz, que completou 19 anos em dezembro e acertou 44 das 45 questões no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), tem uma opinião diferente da maioria sobre o curso da IA, que ele considera “superestimado”.

Imagem: UFG

‘A mídia superestima’

“Acredito que essa nota de corte tão alta do curso de IA, neste ano, se deve a uma mídia que superestima o curso de inteligência artificial da UFG. Muitas vezes seguir esse curso pode ser o maior erro da carreira de um jovem da geração Z. Na área de tecnologia, o portfólio é bem mais valorizado do que o currículo, tornando em um risco a ausência de matérias que levam a programação a fundo, visto que os alunos deixarão de produzir e serão ultrapassados por concorrentes de outros cursos”.

Para Artur, as escolas têm dado uma “atenção exagerada” para o bacharelado em inteligência artificial da UFG. “Quando você olhar a grade do curso, constata que metade dela é composta por matérias de humanas e a programação muitas vezes é deixada de lado, não cumprindo as expectativas do mercado em relação a um programador ou desenvolvedor de inteligências artificiais”.

Professores não pesquisam a fundo

Normalmente, continua ele, “os professores e diretores não levam o assunto a fundo, deixando de pesquisar as particularidades do curso que o tornam deficitário. Não fazem quaisquer ressalvas quando recomendam o curso de IA para aqueles que buscam a área de tecnologia. Não acredito que a fé dos alunos no futuro de IA seja cega, só acho que estão seguindo o caminho errado”.

Opção por Direito na USP

Para o estudante – que nesse ano também foi aprovado em Direito na Universidade de São Paulo (USP) e está de mudança – a IA realmente vai ser dominante no futuro, mas é mais interessante fazer um curso como o de Ciências da Computação e pegar matérias optativas de inteligência artificial, ou buscar um mestrado na área. “Por mim, uma formação assim teria muito mais atenção do mercado”.

Acesso desleal a bolsas

Artur conta que conversou com alunos que já fizeram IA na UFG, e que os relatos o desagradaram. “Recebi informações de alunos, inclusive, dizendo que matérias compartilhadas por todos os cursos do INF-UFG (IA, Sistemas de informação, Ciência da Computação e Engenharia de Software) tinham a dificuldade reduzida no curso de IA, facilitando de maneira desleal o acesso a bolsas de pesquisa durante a faculdade, visto que a média dos alunos fica superior”.

Outro ponto que o jovem coloca é o de que o curso de IA, na visão dele, não é amplamente reconhecido em âmbito internacional como o de Ciência da Computação.

Veja abaixo a lista de aprovados em IA da UFG

Fonte: Mais Goiás

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