Falha contratual
“Eu continuo pagando por medo do meu nome ir pros órgãos de proteção de crédito”
Aluno denuncia cobrança de mensalidade da faculdade sem estar estudando (Foto: Reprodução/ Canva)
Um aluno do curso de Agronomia da UniAnhanguera afirma que está sendo obrigado a pagar mensalidades mesmo sem estar estudando na instituição. É que, desde que efetuou a matrícula, ele aguarda a instituição organizar a grade de aulas dele, o que está demorando a acontecer.
Patrick Renan se transferiu para a Anhanguera em agosto deste ano, já na reta final do curso, apenas para finalizar algumas disciplinas. No entanto, a grade organizada pela universidade era com matérias já cursadas pelo estudante. Até o momento, Patrick pagou quatro mensalidades de R$ 270, totalizando R$ 1.080 pagos por um ensino que não lhe foi fornecido.
Após todas as solicitações e dificuldades de Patrick, ele decidiu por trancar a faculdade em setembro, situação que ainda não se resolveu, pois é necessário ir até o polo da instituição, e o estudante alega falta de tempo. “Pra fazer a matrícula, consigo on-line, mas pra resolver os problemas não tem jeito! Eu continuo pagando por medo do meu nome ir pros órgãos de proteção de crédito.”
Segundo a advogada consumerista Juliana Augusta, essa situação é considerada uma falha contratual e falha grave na prestação de serviços. “O consumidor pode exigir reexecução, abatimento proporcional do preço ou até a rescisão contratual com restituição dos valores pagos”, disse a advogada em entrevista ao Mais Goiás.
Nesse caso, o aluno tem o direito de suspender o pagamento enquanto o serviço não for restabelecido, pedir devolução da mensalidade já paga, e dependendo do tempo de espera e prejuízos, pedir indenização por danos morais. Além disso, em casos parecidos, o primeiro passo é tentar resolver diretamente com a faculdade, mas caso não dê certo, xx pode registrar reclamação no Procon, acionar o MEC, registrar queixa na plataforma consurmidor, que é oficial do governo, e se ainda o problema persistir: entrar com uma ação judicial.
Juliana ainda orienta que tudo precisa estar documentado, conversas, e-mails e boletos. “O aluno não pode ser penalizado por uma desorganização da faculdade. Se o serviço não está sendo prestado, o pagamento pode (e deve) ser suspenso.”
Nota da Faculdade Anhanguera
A faculdade informa que o aluno em questão realizou a matrícula online por transferência externa e apresentou o pedido de aproveitamento de disciplinas. O requerimento foi indeferido, pois o polo escolhido não dispõe de turma vigente no 8ª semestre. Diante da impossibilidade, um chamado de cancelamento de matrícula foi aberto com previsão de conclusão em até 10 dias. A instituição reitera seu compromisso com o bom atendimento aos estudantes e está a disposição para esclarecer possíveis dúvidas.
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Fonte: Mais Goiás











