MUNDO
Apesar de negociação sobre programa nuclear prosseguir, sinais de que Trump pode atacar a teocracia se acumulam
Trump acelera preparação de ataque ao Irã (Foto: Casa Branca)
Apesar dos relatos de progresso nas negociações para evitar uma nova guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos aceleraram nesta semana a mobilização militar ofensiva em preparação para atacar o Irã.
Após enviar dois grupos de porta-aviões e diversos ativos para a região, as forças de Donald Trump estão empreendendo uma movimentação frenética de aeronaves para o teatro de um eventual conflito.
Só de segunda-feira (16) até esta quarta (18), foram ao menos 78 aviões de caça e ataque deslocados, mais que o dobro do que já havia em três principais bases americanas sob a jurisdição do Centcom (Comando Central da Forças Armadas dos EUA) —isso sem contar as 90 aeronaves a bordo do USS Abraham Lincoln.
Esses aviões estão sendo apoiados por uma armada voadora de aviões-tanque. Só na manhã desta quarta, havia 20 modelos KC-135 e KC-46 no ar cruzando o Atlântico vindos dos EUA, e uma fila com dezenas de voos de ida e volta de cargueiros C-17 da região para bases europeias.
Non stop tankers on the move, absolutely nuts. pic.twitter.com/dyDRUBWVq9
— Open Source Intel (@Osint613) February 18, 2026
Além disso, seis aviões-radar E-3 e pelo menos um raramente usado U-2 já estão na Europa, a poucas horas da ação. São aeronaves essenciais para qualquer ação coordenada, organizando o trabalho de caças, aviões de ataque a solo e bombardeiros. Todos os números são retirados de monitores de tráfego aéreo, e pode haver mais ativos a caminho.
Chama a atenção a composição do contingente, que saiu dos EUA e de bases na Europa: além de 36 caças leves F-16 e mais 12 aviões de ataque F-15, há 12 F-22 e 18 F-35 relatados pelos monitores. Os dois últimos são modelos de quinta geração, furtivos a radar.
O F-22, em particular, é o avião mais poderoso da frota americana. Seu emprego, provavelmente numa base da Jordânia, sugere o potencial uso do bombardeiro “invisível” B-2, numa combinação usada no ataque americano a instalações nucleares do Irã em junho passado.
Silent, unseen, unstoppable — F-22 Raptor cutting through the skies with pure air dominance. ✈️🔥.
HIGH RES 📸#F22 #MilitaryAviation #AvGeek@USAirForce @PACAF @NATO_AIRCOM @LockheedMartin pic.twitter.com/1kWk9bralL— Kraaax (@Kraaax) February 14, 2026
Nele, os F-22 serviram com F-35 de escolta para os bombardeiros de R$ 11 bilhões, enquanto outros caças abriam o caminho alvejando defesas aéreas iranianas. Nesse cenário, é possível especular um ataque cirúrgico para decapitar a teocracia islâmica instalada em Teerã desde 1979.
Mas analistas militares observam que o poderio mobilizado insinua uma guerra mais ampla do que bombardear o aiatolá Ali Khamenei e comandantes de sua Guarda Revolucionária. Isso implica vários riscos, dado que o país não é indefeso como a Venezuela, atacada em janeiro.
Para tanto, seguindo a cartilha do Pentágono, tudo começa com o uso intensivo do míssil de cruzeiro Tomahawk. Há cerca de 600 unidades da arma de precisão rondando o Irã. Trump já tem na região o Lincoln e sua escolta de três destróieres, e um total de ao menos 12 navios de guerra.
Fonte: Mais Goiás











