Home / Recentes / Trump defende limite de 10% nos juros do cartão de crédito nos EUA; saiba quanto é no Brasil

Trump defende limite de 10% nos juros do cartão de crédito nos EUA; saiba quanto é no Brasil

Dívida

Americanos pussem US$ 1,1 trilhão em dívidas de cartões, com taxas que giram em torno de 20%

Pedido de Trump sofre resistência nos EUA | Foto: Freepik

1
1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que as taxas de juros dos cartões de crédito sejam limitadas a 10% por um período de um ano. A proposta foi divulgada em suas redes sociais na noite de sexta-feira (9) e o presidente deseja que o limite entre em vigor no dia 20 de janeiro, aniversário de sua posse. Trump justificou a medida como uma forma de combater o alto custo de vida, afirmando: “Não permitiremos mais que o público americano seja ‘roubado’ pelas empresas de cartão de crédito que cobram taxas de juros de 20% a 30%”. Ele reforçou sua posição dizendo: “Eu, como Presidente dos Estados Unidos, estou pedindo um limite de um ano nas taxas de juros de cartão de crédito de 10%”.

Atualmente, os norte-americanos possuem uma dívida de aproximadamente US$ 1,1 trilhão em cartões, com taxas que giram em torno de 20%. No entanto, a ideia enfrenta forte resistência. O bilionário Bill Ackman descreveu a proposta como “um erro”, enquanto associações de bancos alertaram, em nota conjunta, que “evidências mostram que um limite de taxa de juros de 10% reduziria a disponibilidade de crédito”. Segundo os grupos de lobby, “esse limite apenas direcionaria os consumidores para alternativas menos regulamentadas e mais caras”, como agiotagem ou empréstimos informais.

Leia também:

No Brasil, o cenário é drasticamente diferente, com taxas muito superiores às americanas. Segundo o Banco Central, o juro médio do cartão de crédito rotativo subiu recentemente para 440,5% ao ano. Se considerarmos o juro total do cartão (que mistura o rotativo e o parcelado), a taxa média fica em 91,2%. Apesar dos números elevados, o Brasil implementou uma trava importante em 2024: por lei, o total de juros e encargos cobrados não pode ultrapassar 100% do valor principal da dívida.

O Banco Central brasileiro esclarece que as taxas de três dígitos, como os 440%, são muitas vezes um reflexo estatístico. Como a autoridade monetária projeta o juro mensal para o período de um ano, o número explode, mas na prática o consumidor raramente permanece no rotativo por tanto tempo. Além disso, a lei brasileira foca em impedir que a dívida vire uma “bola de neve” infinita, enquanto o pedido de Trump nos EUA tenta fixar um teto baixo diretamente na taxa de juros anual para aliviar o orçamento das famílias no curto prazo.

Fonte: Mais Goiás

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *